quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Palestra no CEN

Recebi o convite de minha ex-professora de português, Lubélia, para falar sobre o meu livro "Cinematographo em Nictheroy" na feira do livro do Centro Educacional de Niterói - CEN, onde fiz o ensino fundamental e médio. Será um prazer conversar com os alunos no dia 7 de outubro, às 14h.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Mais uma resenha de "Cinematographo em Nictheroy"

A revista argentina "Imagofagia" publicou em sua edição de n. 10, uma resenha sobre o livro "Cinematographo em Nictheroy: história das salas de cinema de Niterói", assinada pela pesquisadora carioca Talitha Ferraz. Somando-se a outras resenhas já publicadas, é mais uma análise do livro.
A resenha está transcrita abaixo, podendo também ser acessada no site da revista neste link.


Cinematographo em Nichteroy: história das salas de cinema de Niterói
Sobre Freire, Rafael de Luna.Cinematographo em Nichteroy:história das salas de cinema de Niterói. Niterói: Niterói Livros/Rio de Janeiro: INEPAC, 2012, 263 pp., ISBN: 978-85-85896-47-8
por Talitha Ferraz*


Uma evidência, já há muito reiterada, é a de que a sala de cinema organiza-se na história das mídias como um elemento intrinsecamente arraigado às próprias formações e engrenagens do espaço urbano. Mais do que isso, ela se tornou ao longo do tempo um espaço dedicado à tessitura dos sonhos de crianças, mulheres e homens que, de transeuntes, rapidamente se transmutam em espectadores e vice-versa. É justamente apegado a este horizonte onírico que o pesquisador Rafael de Luna Freire, professor do curso de Cinema e Audiovisual da UFF (Universidade Federal Fluminense), arremata a última frase do livro Cinematographo em Nictheroy: história das salas de cinema de Niterói, fazendo remissão ao título do clássico estudo “Espaços do sonho”, que o também pesquisador da UFF João Luiz Vieira desenvolveu, ao lado de Margareth Pereira, em 1983, no âmbito da extinta Embrafilme. A obra de Rafael de Luna, por sua vez lançada em 2012, evidencia a profícua conexão entre cidade e equipamentos coletivos de lazer cinematográfico. Em 35 breves capítulos, o autor constrói uma aguçada percepção sobre a trajetória das salas de cinema niteroienses, ao mesmo tempo em que oferece aos leitores uma primorosa recuperação das curiosidades e histórias ligadas ao desenvolvimento urbano da antiga capital fluminense.
Por meio de uma pesquisa de fôlego –que indica um forte empenho investigativo do autor e um proveitoso acesso a arquivos e interlocutores–, a obra começa remontando ao longínquo surgimento de Niterói, que passou à condição de cidade e capital da província do Rio de Janeiro em 1835. Nas primeiras 40 páginas do livro, imediatamente após tratar das origens e dos primeiros adensamentos das “Bandas d’Além”, conforme a região chegou a ser conhecida, Rafael de Luna passa ao tema do cinema. Nesta parte, não despreza a importante fase de implantação da imagem em movimento nos cotidianos citadinos, numa época quando experimentos e maquinarias visuais, de cunhos científico e artístico, já estavam presentes nos lazeres dos sujeitos modernos, atuando no cerne das transformações dos seus modos de percepção. No entanto, Niterói precisaria esperar por mais 62 anos até viver a definitiva introdução do cinematógrafo na realidade urbana que lá chegava a tímidos passos. 
Rafael de Luna relata que, apesar da primeira experiência de exibição de imagens em movimento ter ocorrido na região em 1897 –cerca de um ano após o advento do omniógrapho da Ouvidor, no Rio de Janeiro, capital federal da então recente República–, a fixação do espetáculo cinematográfico em salas permanentes só se deu em 1907. Até lá, o cinema se comportaria em Niterói como uma atividade itinerante e rara, sujeita às intempéries de um dispendioso mercado de aquisição de fitas americanas e europeias.
Na primeira idade do cinema na “invicta cidade”, mudanças administrativas e de ordem urbana atingiram em cheio as construções de sociabilidade e a formação da identidade niteroiense, o que, segundo indicam os dados levantados pelo autor, determinaram o tipo de ocupação e de ampliação do espaço público lá efetivado. Tal como sustenta Rafael de Luna, no instante em que o clima civilizatório e o apreço pelo moderno irrompem na “cidade que cresceu sempre a partir do litoral” (28), os encontros traçados durante o hábito de “avenidar” a seminal Avenida do Rio Branco igualmente contaram com outro cadinho para sua consolidação. “As salas de cinema também se constituíram em irrecusáveis convites para se ir às ruas” (27). 
É muito interessante notar o trabalho do autor em sua percepção acerca de alguns laços que o cinema, desde muito cedo e em diversas cidades mundiais, atou com elementos de outras naturezas. Nesse caminho, a pesquisa destaca a relação do cinema em Niterói com o transporte urbano (ao abordar a migração de salas exibidoras para um pedaço da cidade mais próximo à nova estação de barcas em 1908), os demais comércios tradicionais (os quais também se transformariam em marcos referenciais para os moradores) e o consumo de cerveja, revistas teatrais e parques (o que mostra o comportamento da exibição cinematográfica em face de demais atividades recreativas). 
Perante excertos extraídos de jornais de época, Rafael de Luna verifica que Niterói não escapou da febre dos cinematógrafos ocorrida entre as décadas de 1910 e 1920, quando pulularam, aqui e ali, cine-teatros e, logo em seguida, cinemas mais estruturados, cujas marcas costumavam ser o maior conforto oferecido ao público, a divisão da plateia em primeira e segunda categorias (incluindo aí a diferenciação nos preços dos bilhetes) ou a dotação de perfis voltados ora para a classe operária, ora para a elite.
Aliás, o pesquisador localiza dentro deste recorte temporal alguns tópicos relevantes: o surgimento dos quatro principais cinemas niteroienses da década de 1910 (Polyterpsia, Rio, Royal e Éden), todos ainda sujeitos a uma programação que continha esquetes teatrais e musicais; a crise que atingiu o mercado cinematográfico brasileiro na primeira década do século XX, dificultando a longevidade de salas menos promissoras; a transformação do cinema em hábito corriqueiro; o avanço do star system europeu e hollywoodiano no Brasil; a inauguração dos cinemas de arrabalde, mais distantes do centro urbano, e do primeiro palácio cinematográfico da região, o Cine-teatro Imperial (1928); e, finalmente, os graves indícios de que através do cinema eram operados determinados projetos de segregação social, quando os jornais e a elites acusavam as casas exibidoras mais populares de abrigar espectadores mal formados ou de funcionarem como antros propícios a atentados contra a moral das “senhoras” e atos infames atribuídos a personagens “sem-vergonha”, geralmente caracterizados como homens do povo (84-91).
Na perspicaz investigação de Rafael de Luna, destaca-se o fato de que a cidade do Rio de Janeiro sempre esteve no horizonte das práticas de lazer e sociabilidade niteroienses. O autor salienta que o Rio fora, em muitos momentos, uma influência a ser renegada em prol da valorização dos costumes e da esfera de lazer próprios a Niterói. De fato, havia um ávido desejo pelo progresso fluminense, defendido por camadas das classes mais abastadas e políticos locais. A cidade crescia, mas o ranço rural e a ideia de “cidade dormitório” ainda permaneceriam assombrando os sonhos fundamentalmente bairristas de alguns moradores, críticos e comerciantes.
Com a entrada do cinema sonoro na realidade da exibição cinematográfica brasileira a partir de 1929, tópico abordado pelo pesquisador já na metade do livro, a necessidade de profundas alterações nas salas de cinema soprou novos ventos sobre todo o setor e atingiu, logicamente, Niterói. A corrida por melhores condições para a incorporação adequada do filme sonorizado mudou o cenário do circuito exibidor niteroiense, trazendo novidades arquitetônicas e técnicas.
O livro de Rafael de Luna avança articulando os fatos da urbanidade de Niterói e o papel da sala de cinema como marco citadino e elemento em intensa conexão com as práticas de lazer e a vida em comum tecida pelos moradores da região. Ao mesmo tempo, não deixa de se ater a temáticas capitais relacionadas ao mercado cinematográfico da década de 1940 e 1950. Nesta perspectiva, a obra sutilmente indica que a programação das casas exibidoras e a experiência do público em Niterói não seguiram impassíveis aos efeitos da industrialização do braço produtor e seu correlato abatimento, marcadamente expresso pela derrocada de estúdios como Atlântida e Vera Cruz. É válido salientar que este trabalho de Rafael de Luna se coloca de forma crítica frente à questão da consolidação de um viés nitidamente empresarial da distribuição e exibição, cujas majorsinternacionais e grupos nacionais –a exemplo do Grupo Severiano Ribeiro– abocanhavam para si naquele momento as rédeas do mercado.
Niterói chega à década de 1960 com um estruturado circuito exibidor, conforme indica Rafael de Luna. Os desejos dos espectadores pela novidade mesclam-se com novas possibilidades de vidência dos filmes. Tecnologias chegam, ampliando as possibilidades de contato do público com o filme e também, em algum grau, encarecem a atividade de espectação. Cinemascope, cinerama, super cinerama 70 mm, tudo isso passa a compor o cenário da oferta de imagem em movimento em Niterói. O autor conduz os leitores de forma com que começamos a visualizar os novos rumos que o cinema tomaria em meio à entrada de outros vetores na formação das plateias da região. Este foi o caso do Cine-arte UFF que, inaugurado em 1968, dedicava-se a “filmes de arte”. Aliás, a obra de Rafael de Luna, que só segue a trajetória dos cines niteroienses até 2012, não teve condições de contemplar a oportuna reabertura do Cine-arte UFF, programada para ocorrer ainda em 2014.
Nos últimos sete capítulos, o convite é para que nos aproximemos da contemporaneidade: as páginas se concentrarão a partir daí no amplo recorte que vai dos anos 1960 aos dias atuais. O autor começa descrevendo as fortes alterações no espaço urbano de Niterói, proporcionadas por uma extensiva motorização da cidade, o surgimento de viadutos, os estilos modernistas para a arquitetura dos prédios recém-construídos, o acirramento da pobreza e a precariedade do acesso à moradia. O cinema, já no meio de todos esses aspectos, também responderia pelas consequências de um grande desastre ocorrido no mundo circense em 1961. Diante de um grave incêndio em um circo fluminense, que vitimou centenas de pessoas, o controle da segurança em salas de exibição enrijeceu e algumas casas precisaram se adequar, perdendo, por determinação municipal, parte de suas capacidades de lotação, diminuindo, com isso, de tamanho. Rafael de Luna também chama atenção para outros fatores que estiveram presentes na crise que o mercado enfrentou à época: inflação, altos gastos com o transporte de fitas e aumento do preço do aluguel dos filmes, avanço dos impostos, escalada da TV etc. Foi nesse bojo, ressalta o autor, que alguns cinemas de segunda linha, considerados poeiras na época, fecharam as portas.
Mas nem tudo estava perdido, a despeito das ameaças que as casas de cinema sofreram entre os anos 1960 e 1970.  A chegada das salas de galeria parece ter dado fôlego ao circuito exibidor local. Com o aparecimento do Cinema I e do Cine Center, em 1975, e do Itaipu Drive-in um ano antes, um novo vigor atingiu o público, que agora já se inseria em outra etapa do consumo audiovisual e numa configuração urbana que elegeu novas centralidades na cidade. Não tardaram a surgir o videocassete e a expansão da prática domiciliar de assistir a filmes. Ao mesmo tempo, a semente do shopping center –o novo espaço para o cinema, os encontros e as efetivações de laços de sociabilidade– fez crescer as suas raízes em Niterói.
Acompanhando tais mudanças, a degradação de áreas no entorno do Centro, conforme coloca Rafael de Luna, e a sistemática reconfiguração citadina contribuíram para o fechamento dos antigos prédios dos cinemas que outrora marcavam as ruas de Niterói. Mesmo assim, no final do século XX, a cidade ainda contava com 11 salas de exibição, das quais, pouco a pouco, as de rua encerraram de vez as suas atividades, ganhando outras destinações em nada cinematográficas. No final da obra, há a indicação de que, em 2012, a faixa de 11 cinemas em atividade em Niterói se mantinha. No entanto, esse número não expressa uma multiplicidade de opções à escolha do espectador. Todas as poltronas de Niterói circunscrevem-se, pelo menos até agora, a dois cinemas de shopping, longe do improviso e da força das calçadas.
Ao finalizar o livro com um epílogo pessoal, Rafael de Luna não traça somente a sua historiografia no acompanhamento do cenário exibidor niteroiense a partir da década de 1990 (quando começou, aos 10 anos, a frequentar as grandes telas, conforme comenta). O autor relata experiências e sensações em fragmentos mnemônicos que se unem a outros vivos discursos acerca da relação entre cinema e espaço urbano. Coloca-se em associação profícua com uma rede de narrativas que hoje podemos (felizmente) localizar em recentes pesquisas acadêmicas, cuja fecunda contribuição, tal como a de Rafael de Luna, é escavar e cartografar tudo aquilo que os cinemas de rua deixaram de legado em nossas cidades, memórias e afetos, em benefício do futuro que sempre vem.         

* Talitha Ferraz é doutora em Comunicação e Cultura pela ECO-UFRJ. É professora na Universidade Estácio de Sá e na ESPM-Rio. Faz parte do grupo de pesquisa Estudos da Cidade e da Comunicação, vinculado à Coordenação Interdisciplinar de Estudos Contemporâneos (CIEC-ECO-UFRJ/CNPq). É autora do livro A segunda Cinelândia carioca (Ed. Mórula, 2012). E-mail:talitha.ferraz@gmail.com


quarta-feira, 9 de julho de 2014

Visita ao Cinema Icaraí

Atualmente fechado, o Cinema Icaraí está sendo inspecionado por empresa contratada pela UFF, através de edital público, para elaboração de projeto básico e projeto executivo de restauração e revitalização do espaço, conforme comentado no blog.
Esta semana, tive a oportunidade de entrar no cinema - dentro do qual eu não pisava o pé há vários anos - e tirei algumas fotografias, reproduzidas abaixo.
Apesar da má qualidade das imagens, é possível viajar no tempo e rever a sala de exibição, assim como espaços anexos ao prédio.
Visão da plateia sem as poltronas, já retiradas

No primeiro par de fotos abaixo, é possível ver a parte de cima da famosa marquise do cinema, voltada para a praia de Icaraí, vista da janela dos apartamentos superiores.
Nas duas seguintes, uma visão da cabine de projeção e, colado na parede, um poster do "Guia do Projecionista", feito pela Embrafilme, para orientar os operadores.
Mais abaixo, duas fotos tiradas do corredor lateral do cinema, vizinho ao prédio lateral na praia.
O última par de fotos foi tirado de dentro da sala de projeção: a imagem do balcão superior na primeira, e de uma parede lateral na segunda, mostrando a beleza da decoração interna art deco.


 




Acima uma foto da entrada do cinema, atualmente tapada por tapumes e, abaixo, os famosos dizeres "Cinema Icaraí" por cima dos portões de acesso ao hall do cinema.

sábado, 28 de junho de 2014

Mapa histórico do comércio da Av. Visconde do Rio Branco

A Avenida Visconde do Rio Branco (antiga Rua da Praia) foi durante grande parte da história de Niterói a principal via da cidade. Não apenas por se constituir no local por onde os moradores e visitantes chegavam do Rio de Janeiro, através do transporte marítimo, como por ser a "vitrine" de Niterói, sediando as principais lojas e divertimentos da cidade, inclusive a maior parte das salas de cinema da cidade na primeira metade do século XX. Era também a avenida para onde os moradores iam para "ver e serem vistos", desfilando pela rua, vendo as vitrines, e parando nos cafés e restaurantes.
Durante a pesquisa para o livro "Cinematographo em Nictheroy", ao perceber a importância dessa avenida para a história da cidade, fui tentando reconstruir seu passado, desvendando as mudanças urbanas, as transformações no comércio e as alterações na ocupação do espaço. A numeração dos imóveis se alterou por volta de 1913-1914 e tentei encontrar a equivalência entre os números antigos e os novos. Esse "mapa histórico" do comércio da Av. Visconde do Rio Branco é um resultado imprevisto dessa pesquisa e serve como ponto de partida para uma pesquisa mais aprofundada que, certamente, demandará a colaboração e o interesse de outras pessoas. Peço compreensão com as omissões e os possíveis erros. Acréscimos e correções são bem-vindas.

Instruções:
Cada célula representa um imóvel. A coluna da esquerda é a numeração antiga do imóvel, ao lado da numeração nova, que se manteve até hoje. Na extrema direita, o uso comercial atual e sua numeração, conforme verificado em 2012.


N° até 1913
N° após 1913
Estabelecimentos passados
Estabelecimento em 2012
N° atual
Rua Fróes da Cruz (Feliciano Sodré)



58
Castro D’Almeida (pneus, 1919)



?
?



?
?



161
Nictheroy Hotel Balneário (1929)


Rua Saldanha Marinho

163
Ribeiro e Irmão (1921)
Pastelara Kanimambo

67
165
Frontão Niterói (1911)  / Cinema Colyseu / Cinema Rio Branco (1940)
Show do real
165



Igreja Paz e Vida
171



Inter supermercado
175
79?

Ferragens e Tinta
Mundo das utilidades




Inter supermercado
175

177
Loteria Casa Betico





Clube dos cornos – Casa do vinho
193



Big Magic




Niterói Fruit (Hotel Sorriso no segundo andar – Marques de Caxias, n. 5)
197
Rua Marques de Caxias



Pastelaria

91 ou 97
205
Hotel Ferry o mais antigo desta capital (1919-33)
Hortifruti esperança
205
101

Casa de pasto, Bustamante & Cia (séc. XIX) / Bazar Souza Marques (1907)
Caixa econômica

103

Fábrica de cerveja – A Dias. De Carvalho & Cia (séc. XIX) / Au Bon Marchê chapelaria (1899) / Augusto de Figueiredo empório comercial (1911)
Metrópole
213

211
Padaria e Confeitaria Rio Branco – “próximo do Polyterpsia” (1919)
Hotel York
217



Centro comercial José carreteiro (Texas e Chantre)
225
109
233
Cervejaria Rio Branco / Cinema Polyterpsia / Cervejaria Rio Branco (1921)
Barcas Shopping
233

237
Casa Conveniência Móveis (1920)
111
239
Casa Guanabara (1907)
113

Padaria e confeitaria Rio Branco de Nunes e Co. (1911)
115

Drogaria e farmácia Cardoso (1911)
117

A bota elegante (1911)
119
241
Armazém de secos e molhados (XIX) / Banco União do Comércio (1907) / Cinema Internacional / Central Bar (1913)



Mania de biju
239
121
243
A jardineira (1905-1907) / Confeitaria Rio Branco / Charutaria Rio Branco (1920)
Ed. Santa Alexandrina
243

247
Drogaria Cardoso (1919)/ Alfaiataria Brasil (1932) /Estabelecimento Gráfico Vasconcellos (1932)
Sol nascente Hortifruti
247
125

A rosa de ouro, roupas (1911)
Rei do porco




Veste casa- toma lá dá cá-Agito dos pés


263
Casa José Bambino água mineral (1932)





Big Magic
257



Biju modas
261
Rua Marechal Deodoro



Restaurante popular
283
131

Cinematógrafo Fluminense
Competição móveis
285
135
283
Serraria Esteves / Bambino & Filho cervejaria Hanseática (1930)
Caçula

287

135

287
Serraria Esteves (1926-1930)

291
137
295
Éden-Cinema
Viggore móveis
295

301
Armazém de molhados J. Ferreira & Comp (1919) /Hotel Globo / Pensão Campista (1928-1930)
Lanchonete e dentista
301



Farmácia Drugstore (prédio novo)
305



Igreja evangélica e congregacional

145
315
Lotico da costa vaz, secos e molhados (1911) / Fotografia Rio Branco (1917-1932)
Lumir moda íntima
315
147
319
Pensão Almeida (1911-19) / Casa Confiança (1920) / Pensão Almeida (1921-1932)
Prédio novo
319
Rua São João

327
Mobiliaria Fluminense (1939)
Ibi financeira
327



Stylus




Bom preço
331



Texas
335



Pacheco




Texas carnes


337
Alfaiataria Rio Branco (1930)





Kik – Sonho dos pés
341

346
Casa confiança – móveis (1930)













353
Alfaiataria Rio Branco / Alfaiataria e joalheria Rio Branco (1945)
Açougue
351



Armadilha do corpo
357
Rua São Pedro
163
361
Ribeiro e Irmão, armarinho (1911); Casa Morena (1926)
Lanche capital
361
165?
363
Casa Pinaud [em 1907 ficava Marechal Deodoro, 18] (1910-1)? / Fábrica de flores Luiz Pinaud (1914) / A predileta (1917) / Casa Americana (1920-1939)



365
Casa Bordallo (1920)
Sbx


367
J. Bordallo – calçados (1919) /Casa paulistana / Leiteria e Sorveteria Sublime (1930) / Casa Garcia (1939) / Cunha Loterias (1964)



369
Casa de Móveis Confiança (1920-1939)
Foto Odeon e Rio Branco joalheria


375
Cinema Odeon
Tem tudo
375






379
Casa Iracema / Instituto Odeon / Casa Pérola (1940)



381
Casa Normal, linhas (1939)



385
Mobiliaria Progresso (1930-9)
Metrópole supermercado

181
?
Monteiro, Paz & C. aguardente
Extra


389
Joalheria Americana (1919-20) / Joalheria Ouro Branco (1928) / Confeitaria Central (1919-1937) / Pensão Central (1930), Café e Bar Central (1937-9) / Hotel Ibéria (1964)
Peixaria e hotel ibéria
389
Rua Coronel Gomes Machado

399
A Fructeria Brasileira (1914) / Loteria Casa Forte (1921) / Café e Bar Vista Alegre (1930-1942)
Muvuca Modas
Sobrado dividido em dois no térreo

399A
Casa Amorim
Relojoaria Azevedo
185
403
A Cooperativa / A Coorporativa [englobou o n. 187]
Drogaria Pacheco
403
187
Cinema Staffa (1908-1912) / Casa Martins
189
405
Cinema Nichteroy / Grande Emporio Commercial  / Bar Casa Central (1920’s) / Casa Pinto (até 1931)
Demolidos para a construção da Av. Ernani do Amaral Peixoto e os prédios ao longo da avenida.
191
409
Casa Souza Marques (1910-1940) / Confeitaria Palace (1941)
193
413
Hotel Marselha (séc. XIX) / Destilação Fluminense (1907) / Cinema Central / Cinema Chic / Drogaria Barcellos (1914-1941)
195
415
Café Brazil (1911) / Agência de Loteria - Casa Mascotte  (1917-1929) / A Garota (1933-9)
Sobrado: Centro de Imprensa (1914) / Dr. Waldemar Ferreira, urologia (1938)
197
417
Hotel, Restaurante e Café Paris (1910-1933) / Loteria Paris (1940)
199
421
Padaria (séc. XIX) / Cinema Rio (1909-1919) / Casa Vianna, calçados / Casa Bordallo calçados
201
425
Padaria e Biscoutaria Central (1909) / confeitaria / Café Londres (1913-1930) / Laboratório de Prótese por cima do Londres (1931)
Praça Martim Afonso

1
Fábrica de colchões (1914) / Casa Radium/Pensão Royal (1930)
Conjunto de prédios recuados formando a praça Martin Afonso que foi destruída com a construção da Av. Amaral Peixoto e dos prédios ao longo da avenida.

3
Elite Salão (1914) / Cine Royal

5
Perfumaria central (1940)

7
Casa Pathé (1920) / Café e Restaurante Fluminense (1928-1930) / Leiteria Fluminense

9
Confeitaria Luso-Brasileira (1910) / Casa São João (1934-7), comércio de vitrolas e rádios.
Edifício Sulacap (atual Ampla) / Farmácia (Rua da Conceição, n. 13)
429
Rua da Conceição

447
Café Santa Cruz (1908-1930)
Giza calçados
447

451
Fotográfica São Paulo (1920) / Banco Lotérico (1944-1964)



453
Fotografia Parracini (1914) / Restaurante S. Paulo (1917) / Loteria e charutaria A Protetora (1920) / Confeitaria e Bar Nictheroy/ Photo Lacerda (1930) / Redação metrópole (sobrado) / Escola Royal datilografia (1945)
Farmácia

211
455
Samuel Wiks, maquinista hidráulico (séc XIX) / Cinema Hélios / Cinema Central
Bingo Central – Ex-Cinema Central (fechado)

213
459
Livraria acadêmica (séc. XIX) / Cinema Hélios / Cinema Central

461



215
463

Café América
463
Rua José Clemente

481
Correios
Correios
481
Rua Aurelino Leal



499
Loteria do Estado do Rio (1919) /Loteria da integridade (1930)
California Lanches
499

505
Casa centenário – móveis (1930)
Taco
501-3

507
Casa centenário – móveis (1930)
Ponto Frio


521
Cia cervejaria polartica (1930) / Mesbla (1934)
Extra


523
Cia cervejaria polartica (1930) / Mesbla (1934)
Renner
505
Rua Quinze de Novembro

525
Cine-Theatro Imperial
Extensão do Plaza Shopping


527
Empresa Mercantil Fluminense (1929)

533
Ford

535
Hotel Imperial (1964)

537
Ford

539
Hotel Imperial (1928)

547
Hotel Imperial (1928)

551
Casa Atlas (embaixo) / Escola Royal (em cima) (1919)



559
Trapiche Souza & Cunha (1919) / Souza Gomes & Vi. Aguardente álcool (1921)



561
Casa Tavares (pianos)



569
Colchoaria Fluminense



573
Bar Antartica



627
Faluá do Grilo (1921)